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Entre o 14 de março e 22 de abril de 2005 será realizada
em Genebra o 61 período de sessões da Comissão de
Direitos Humanos da ONU, onde mais uma vez o governo dos
Estados Unidos, pressionando os países membros tentará
que seja aprovada uma resolução contra Cuba.
É um
tratamento manipulado e seletivo desse tema para
justificar a intensificação da política de bloqueio e
agressões que violando o direito internacional exerce a
maior superpotência do planeta contra um pequeno país. A
Comissão deve representar a todos os povos das Nações
Unidas e velar pelo respeito aos direitos de todos os
homens e de todas as mulheres do mundo. É significativo,
no entanto, que no seio da Comissão, durante o período
de sessões do ano passado, não foi possível avaliar, nem
sequer debater as atrozes violações dos direitos humanos
que acontecem nos cárceres estadunidenses de Abuh Ghraib
e Guantánamo.
O
governo dos Estados Unidos não tem autoridade moral para
erigir-se em juiz dos direitos humanos em Cuba, onde não
tem existido um só caso de desaparecimento, tortura ou
execução extrajudiciárias e onde apesar do bloqueio
tem-se conseguido indicadores de saúde, educação e
cultura reconhecidos internacionalmente.
Solicitamos aos governos dos países representados na
Comissão que não permitam que a mesma seja utilizada
para legitimar a agressividade anti-cubana da
administração Bush, em momentos em que a atual política
belicista de Washinton faz previsível uma eventual
escalada de conseqüências muito graves. Além disso,
convocamos os jornalistas, escritores, artistas,
professores, professoras e ativistas sociais para que se
encaminhem a esses governos e se manifestem por todas as
vias possíveis para deter esta perigosa manobra.
Países
membros da 61 Comissão de Direitos Humanos
EEUU, Alemania, Italia, Reino Unido, Francia, Países Bajos,
Irlanda, Finlandia, Rumania, Rusia, Ucrania, Armenia,
Hungría, Argentina, Brasil, México, Paraguay, Ecuador,
Costa Rica, Cuba, Guatemala, Perú, República Dominicana,
Honduras, Canadá, Australia, China, Japón, Sri Lanka,
Malasia, Pakistán, República de Corea, Arabia Saudita,
India, Indonesia, Nepal, Bhután, Qatar, Sudáfrica,
Swazilandia, Zimbabwe, Burkina Faso, Gabón, Guinea,
Sudán, Togo, Kenya, Congo, Egipto, Eritrea, Etiopía,
Nigeria, Mauritania.
Adhesiones:
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